sábado, 3 de outubro de 2015

Tem 59 anos e foi titular em nove jogos esta época
Diz o ditado que “velhos são os trapos”. Fernando Melo personifica na perfeição este dito popular e é um raro caso de longevidade no futebol em Portugal. Aos 59 anos, o bancário de profissão, natural da Guarda, continua a jogar futebol federado e não garante que não vá chegar à “barreira” dos 60 ainda em atividade. Na presente época, representou o Mileu Guarda Sport Clube, clube da cidade mais alta do país que competiu na IIª Divisão Distrital da Associação de Futebol da Guarda.

Melo foi titular em nove dos 17 jogos que a equipa disputou na temporada que terminou no último domingo, entre campeonato, Taça de Honra e Taça de Promoção. Feitas as contas, o veteraníssimo guardião fez mais 90 minutos que o seu companheiro de posição, que tem idade para ser seu neto. O segredo para continuar a jogar passa por “gostar muito de futebol e ter uma vida mais ou menos regrada sem grandes excessos, para além de uma condição física que me permite ter o mesmo peso há muitos anos”, explicou, em exclusivo à Blasting News, o atleta que completou 59 anos no passado dia 17 de março.

Esta é uma espécie de “segunda vida” de Melo no futebol depois de um interregno em 2012/2013, após 40 épocas consecutivas de inscrições na Federação Portuguesa de Futebol. Na pré-época de 2013/2014, o também elemento mais velho da equipa do Núcleo das Velhas Guardas da Associação Cultural e Desportiva da Guarda/Associação Desportiva da Guarda deu nas vistas num amigável com o Mileu e recebeu o inesperado convite para regressar ao ativo. Após alguma hesitação, acabou por aceitar e esta época decidiu permanecer. Melo revela que outro dos fatores que “ano após ano me levam a adiar a decisão de abandonar” é a “amizade” que mantém com os diretores do Mileu e com o treinador Liberalino Almeida, seu companheiro de equipa na extinta Desportiva da Guarda.

Quando questionado se terá disputado o seu último jogo oficial no último domingo, em que o Mileu empatou a quatro bolas em Paços da Serra, o guarda-redes que se iniciou no futebol aos 14 anos confessa que ainda não decidiu: “Não sei se terá sido o meu último jogo. Vamos ver como estarei em agosto ou setembro e depois decido”, salienta o atleta que se mostra “orgulhoso” por “ainda poder dar alguma coisa ao futebol com esta idade”, mas ao mesmo tempo lamenta que haja “falta de guarda-redes” na zona da Guarda. Ao longo da sua extensa carreira, Melo representou a Desportiva da Guarda, Mangualde, Souropires, Guarda Desportiva, Estrela de Almeida e Mileu.
A importância do perfume do Suriname no futebol holandês

Aos 24 anos, Georginio Wijnaldum é uma das estrelas emergentes do futebol holandês. O possante médio, que foi uma das principais figuras no campeão PSV, é mais um craque que engrossa a extensa lista de futebolistas internacionais pela Holanda com ligações ao Suriname, um pequeno país situado na América Central, que ocupa uma modesta 155ª posição no ranking da FIFA. Uma classificação que poderia ser bem diferente, caso os jogadores descendentes de pais surinameses optassem por representar o país de origem dos seus progenitores.

Foi a 25 de novembro de 1975 que o Suriname, antiga Guiana Holandesa, se tornou independente, e muitos dos seus habitantes optaram por emigrar para a Holanda. Como a globalização afeta, e de que maneira, o futebol, não é de estranhar que esta vaga de "novos holandeses" acabasse por ganhar espaço e relevo nas seleções do "país das tulipas". Duas das maiores estrelas holandesas com sangue do Suriname a correr-lhe nas veias foram, inquestionavelmente, Frank Rijkaard e Ruud Gullit, peças fundamentais na conquista do título europeu em 1988, e que se tornaram, juntamente com Marco Van Basten, num dos mais bem sucedidos e mediáticos tridentes do futebol internacional ao serviço do AC Milan. O seu virtuosismo técnico, arte, imaginação e força física vieram conferir um "perfume" e um "colorido" diferente ao futebol holandês. Basta olhar para uma fotografia da seleção que em 1974 se sagrou vice-campeã mundial para atestar que nem um atleta negro fazia parte do onze mais utilizado. Hoje, essa realidade seria impensável. A influência dos craques negros com origens no Suriname nos relvados holandeses foi mais notória a partir dos anos 80.

O grande símbolo desta salutar influência no futebol holandês foi Ruud Gullit, filho de pai natural do Suriname e de mãe holandesa. Estreou-se pela seleção holandesa, aos 20 anos, a 14 de abril de 1982. Desde aí que o filão nunca mais parou. Da mesma idade, Frank Rijkaard foi um dos senhores que se seguiu. Clarence Seedorf e Edgar Davids, dois dos mais bem sucedidos médios do futebol internacional das últimas décadas, nasceram mesmo em Paramaribo, capital do Suriname, assim como Aron Winter, um dos mais internacionais pela Holanda, Stanley Menzo ou Jimmy Floyd Hasselbaink, que brilhou nos relvados portugueses ao serviço do Campomaiorense e Boavista. Outros craques holandeses do passado com ligações ao Suriname foram, desde logo, Winston Bogarde e Patrick Kluivert, mas também Bryan Roy ou o antigo benfiquista Gaston Taument. Na atualidade, para além de Wijnaldum, também Eljero Elia, Luciano Narsingh, Nigel de Jong, Jeffrey Bruma, Kenneth Vermeer ou o "caso perdido" Royston Drenthe são outros internacionais holandeses com ligações ao Suriname.
Mais dois campeões europeus a jogar nos Distritais
Foi precisamente há 15 anos, a 14 de maio de 2000, que Portugal conquistou o seu quarto título de campeão europeu no escalão de sub-16. Ricardo Quaresma, autor dos dois golos na final contra a República Checa, era a "estrela" da equipa, que tinha ainda outros nomes que vieram a construir uma carreira no futebol internacional, como são os casos de Raúl Meireles ou Hugo Viana. Toninho e Luís Afonso começaram a partida no banco, mas foram lançados nos últimos minutos por António Violante, numa tentativa bem-sucedida dos jovens lusos assegurarem mais um título europeu.

Toninho entrou aos 72' para o lugar de João Paiva, que tem feito carreira no Chipre e Suíça, enquanto Luís Afonso substituiu Custódio aos 81'. Após se sagrarem campeões europeus pelo seu país, tudo se conjugava para que Toninho e Luís Afonso conseguissem singrar no futebol nacional. Contudo, como sucedeu, por exemplo, com Tiago Costa, campeão da Europa de sub-17 que atualmente representa o Merelinense, ou com Ricardo Fernandes, hoje no Penelense depois de ter representado o Chelsea, a transição do futebol jovem para o sénior não decorreu da forma mais desejada para os dois atletas que passaram pela formação do FC Porto. Toninho deu nas vistas no Caldas, onde os "dragões" o foram recrutar. Porém, apesar de ter sido internacional em vários escalões, nunca dispôs de uma oportunidade para mostrar o seu valor no plantel principal do clube portista. Construiu carreira em clubes das zonas do Porto e Aveiro, como Sanjoanense, Pampilhosa, Aliados de Lordelo, Cesarense, Grijó e Perafita FC, que representa há duas épocas.

Curiosamente, Toninho continua a equipar de azul e branco, uma vez que são estas as cores principais do emblema que atualmente ainda luta para se manter na Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto, depois de na última época não ter conseguido a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores. O algarvio Luís Afonso também não foi bem-sucedido no norte do país e, com o passar dos anos, foi regressando ao sul. Após terminar a ligação ao FC Porto, passou por Dragões Sandinenses, Tourizense, Sporting de Pombal, Imortal de Albufeira, Campinense, Farense, que chegou a capitanear, Louletano e Quarteirense. Até que há duas épocas chegou ao Culatrense, atual terceiro classificado da 1ª Divisão Distrital da Associação de Futebol do Algarve.

Estes dois jogadores nunca tiveram uma oportunidade no principal escalão do futebol nacional, tal como sucedeu com alguns dos seus colegas campeões europeus em Israel. São os casos de Pedro Miguel, suplente de Bruno Vale, que representa o Salgueiros 08, o capitão Carlos Marques, no Chipre há uma década, ou Nuno Batista, formado no Boavista, que até já deixou de jogar. O mesmo sucedeu com Valdir e Mário Carlos, embora estes tenham chegado a jogar na Primeira Liga.
Passados 25 anos a Madeira volta a ter três equipas na Primeira Liga
Longe vão os tempos que nomes "icónicos" do futebol madeirense, como Lepi, Jovo, Beto ou Manú, encantavam nos relvados nacionais. A última presença do União da Madeira na principal divisão do futebol nacional remonta à temporada 1994/1995, e, ao contrário do que se tem escrito, é preciso recuar até à época 1990/91 para se encontrar um registo da Primeira Liga em que figurem as três principais equipas da Madeira.

É que o Nacional, que nos últimos anos tem lutado pelas competições europeias, naquela altura jogava para não descer e não evitou a despromoção no final daquela época. Ao contrário do Marítimo e União da Madeira, que asseguraram uma posição tranquila a meio da tabela. Foi na época 1994/95 que o União não evitou a descida e só duas décadas depois é que garantiu o regresso ao "convívio dos grandes". Na década de 90 do século passado, o União da Madeira era conhecido como o clube das camisolas azuis e amarelas em que os atletas portugueses eram uma raridade. Para além dos "míticos" Agrela e Sérgio Lavos, poucos eram os "intrusos" entre a autêntica legião de brasileiros e de ex-jugoslavos que defendiam as cores dos insulares. Hoje a realidade é outra e aos brasileiros, que continuam a ter um grande peso no plantel, e a um maior número de portugueses, juntam-se agora estrangeiros oriundos de outras paragens, como África. Já da ex-Jugoslávia não se encontra nenhum representante na equipa, que alcançou a subida com contornos dramáticos.

Agora sob o comando técnico de Vítor Oliveira, que alcançou a sua oitava subida ao principal escalão, o União da Madeira está de regresso a uma divisão que mudou muito em relação à sua última presença. A subida de mais uma equipa de um arquipélago com apenas cerca de 250 mil habitantes será certamente um motivo de orgulho para muitos madeirenses, mas, por outro lado, obriga o governo regional a uma maior ginástica na distribuição dos subsídios aos três clubes, que já tinha anunciado que iria cortar em 10 por cento os apoios públicos ao futebol profissional. Um decréscimo que representa perto de 600 mil euros no orçamento regional.
Clube dos Distritais tem quatro internacionais portugueses no plantel
Luís Portela foi titular em duas das três partidas que Portugal disputou em 2007 no Europeu de sub-19. Formado no Vitória de Setúbal, o lateral direito integrou uma seleção cujas principais estrelas eram Fábio Paim e Daniel Carriço. O promissor defesa sonhava em ter uma carreira ao mais alto nível no futebol, mas, como muitas vezes sucede, a realidade acabou por ser muito diferente e tem feito uma carreira a nível sénior bem longe dos holofotes da fama.

Hoje, com 27 anos, representa o Alcochetense, atual terceiro classificado da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal, onde tem como companheiros de equipa Marco Véstia, Miguel Serôdio e Peter Caraballo, os dois últimos formados no Sporting, que também representaram Portugal nas camadas jovens.. Nascido em Setúbal, Luís Portela fez toda a formação no clube da sua cidade-natal e viveu o ponto mais alto da sua carreira quando foi titular na estreia de Portugal no Europeu de sub-19, disputado em julho de 2007, na Áustria. Nessa competição de má memória para as cores lusas, Luís Portela jogou os 90 minutos na derrota contra a Grécia graças a um golo do "panzer" Mitroglou. Apesar do desaire, o selecionador Edgar Borges manteve a confiança no jogador para o segundo encontro, que redundou num empate a uma bola com Espanha. Nesse encontro, Luís Portela foi substituído por João Gonçalves, da formação do Sporting, aos 79 minutos, e no terceiro e derradeiro jogo jogou apenas os últimos nove minutos no triunfo frente à seleção anfitriã por 2-0. Antes de "aterrar" em Alcochete, há três épocas, e sem nunca dispor de uma verdadeira oportunidade para mostrar o seu valor no emblema sadino, o lateral prosseguiu a carreira nos escalões secundários nacionais, representando clubes como Pinhalnovense, Penalva do Castelo ou Estrela de Vendas Novas. Pelo meio, em 2009/2010, ainda teve uma "aventura" em Espanha, onde representou o Cerro de Reyes, de Badajoz, da IIIª Divisão. Segundo o site da Federação Portuguesa de Futebol, Luís Carlos Fernandes Portela representou Portugal por 22 vezes, uma nos sub-18, 15 nos sub-19, três nos sub-20 e outras três nos sub-21.

 Finalista da Taça da AF Setúbal, agendada para 7 de junho no Estádio do Bonfim, frente ao Vasco da Gama de Sines, o Alcochetense pode orgulhar-se de ter ainda outros três internacionais a defender as suas cores. São eles Peter Caraballo, um dos melhores marcadores da equipa, que foi internacional sub-16 e sub-18. Formado no Sporting, o jovem ponta-de-lança, de apenas 22 anos, também nunca dispôs de uma oportunidade para mostrar o seu valor numa equipa de primeiro nível e acumula passagens por diversos clubes dos escalões secundários. Um ano mais velho, e chegado a Alcochete já com a época em andamento, Miguel Serôdio, filho do antigo jogador do Farense com o mesmo nome, também passou grande parte da formação no Sporting. Após sucessivos empréstimos a diversos clubes, o defesa central terminou a ligação ao clube de Alvalade e tem demorado a conseguir alcançar o sucesso que se lhe vaticinava nas camadas jovens. Iniciou a temporada no Eléctrico de Ponte de Sôr, do Campeonato Nacional de Seniores, mas acabou por ser um reforço de peso de última hora para o Alcochetense, treinado por Zé Pedro, antigo jogador de Belenenses, Vitória de Setúbal ou Boavista. Segundo o site da FPF, Miguel Serôdio representou Portugal por 27 vezes, sete nos sub-16, 15 nos sub-17, três nos sub-18 e duas nos sub-19. Igualmente avançado, Marco Véstia, formado no Barreirense, fecha este lote de quatro internacionais que representam o Alcochetense. Atualmente com 29 anos, o jogador representou Portugal no escalão de sub-17 por duas vezes. Chegou a atuar na Segunda Liga pelo Barreirense.

Será que estes serão mais quatro antigos internacionais que, à semelhança de Toninho e de Luís Afonso, campeões europeus de sub-16 também em 2007, nunca irão chegar ao principal escalão do futebol nacional?
Portugal é das seleções "mais velhas" do Mundial de sub-20
Com 20 dos 21 jogadores convocados nascidos em 1995, a seleção portuguesa é, de entre as 24 que vão disputar o Mundial de sub-20, uma das que tem uma média de idades mais elevada. O selecionador nacional Hélio Sousa, campeão do mundo neste escalão em 1989, optou por chamar um lote de convocados experientes que, espera-se, possam levar longe a seleção nacional que vai disputar o seu primeiro jogo na madrugada de domingo frente ao Senegal.

O "benjamim" do grupo que vai representar Portugal na Nova Zelândia é o benfiquista Gonçalo Guedes, o único dos convocados que nasceu em 1996. Curiosamente, o extremo ribatejano é uma das principais referências da seleção lusa, tendo já sido várias vezes chamado por Jorge Jesus aos trabalhos da primeira equipa dos campeões nacionais. Raphael Guzzo, médio do Desportivo de Chaves nascido no Brasil, é o mais velho do grupo, pois festejou o seu 20º aniversário a 6 de janeiro. De resto, 12 dos 21 jogadores já comemoraram 20 anos. Os outros 11 são Tiago Sá (Sporting de Braga), Guilherme Oliveira, Domingos Duarte, Gelson Martins e Mauro Riquicho (Sporting), Pedro Rebocho e Nuno Santos (Benfica), Rafa, Francisco Ramos e Tomás Podstawski (FC Porto) e Ivo Rodrigues (Vitória de Guimarães). Outro dado curioso da seleção nacional é que sete dos 21 jogadores da equipa portuguesa têm dupla nacionalidade. Assim, a Raphael Guzzo juntam-se Gelson Martins, Janio Bikel, Mauro Riquicho, Rony Lopes, Estrela e Tomás Podstawski.

As três seleções que apresentam uma média de idades mais alta são todas europeias. Para além de Portugal, figuram neste "top 3" a Alemanha, com dois "intrusos" nascidos em 1996 entre 19 convocados de 1995, e a Ucrânia, com três nascidos em 1996 entre 18 representantes de 1995. Em oposição, a Nigéria apresenta-se com uma das seleções mais jovens, onde apenas quatro dos convocados nasceram em 1995 contra cinco de 1997 e os restantes em 1996. Convocados igualmente para a competição da Nova Zelândia estão oito estrangeiros que representaram clubes portugueses na presente época.

São eles o brasileiro Danilo Silva, do Sporting de Braga, os ganeses Emmanuel Boateng, do Rio Ave, e Barnes Osei, emprestado ao União da Madeira pelo Paços de Ferreira, o alemão Hany Mukhtar, do Benfica, o nigeriano Chidera Ezeh e o mexicano Raul Gudiño, ambos dos juniores do FC Porto, o senegalês Khadime Ndiaye, dos juniores do Sporting, e o mexicano João Rodriguez, que alinhou no Vitória de Setúbal por empréstimo do Chelsea. O colombiano Daniel Londono e o hondurenho Bryan Rochez são os futebolistas mais velhos da competição, pois comemoraram 20 anos a 1 de janeiro deste ano. Com apenas 16 anos, o mais novo é o panamiano Adalberto Carrasquilla, nascido em 28 de novembro de 1998. O mais alto é o guarda-redes sérvio Vanja Milinkovic, de 2,02 metros, que tem "só" mais 42 centímetros que Swan Htet Aung, de Myanmar, obviamente o mais baixo.

O Mundial de sub-20 disputa-se entre 30 maio e 20 de junho. Portugal, que se sagrou campeão em 1989 e 1991, faz parte do grupo C, com Colômbia, Qatar e Senegal
Jogador mais novo do Europeu de sub-21 é português
É grande a expetativa em torno da seleção portuguesa quanto ao seu desempenho no Europeu de sub-21, que está a ser disputado na República Checa. Após uma fase de qualificação perfeita com triunfos em todos os 10 jogos disputados, Portugal defronta hoje a Inglaterra na primeira jornada da fase final do campeonato que conta apenas com oito participantes. Curiosamente, no lote de 23 convocados da seleção das quinas constam o jogador mais novo, mas também um dos mais velhos, entre todos os 184 atletas presentes na prova.

Com apenas 18 anos, celebrados em março, o médio portista Rúben Neves é o "benjamim" da prova e, caso tivesse sido chamado ao Mundial de sub-20, onde Portugal caiu nos quartos-de-final, teria sido também o mais novo da seleção das quinas. Ao invés do trinco do FC Porto, Paulo Oliveira partilha o estatuto de jogador mais "idoso" do Euro sub-21 com o sueco Patrik Carlgren. Com 23 anos, o defesa central do Sporting nasceu a 8 de janeiro de 1992, precisamente no mesmo dia do jogador do AIK de Estocolmo. Outro facto curioso relacionado com a seleção portuguesa é que o Sporting é o clube com mais jogadores presentes na competição entre as oito seleções participantes. De facto, o clube de Alvalade tem sete atletas dos seus quadros a participar na prova. São eles o já citado Paulo Oliveira, mas também Tobias Figueiredo, William Carvalho, João Mário, Carlos Mané, Ricardo Esgaio e Iuri Medeiros, sendo que os dois últimos rodaram por empréstimo na segunda metade da época que está a terminar na Académica e Arouca, respetivamente. A seguir ao Sporting surgem três clubes com quatro convocados: Sparta de Praga, Kaiserlautern e o desconhecido Cuckaricki, da Sérvia.

Ainda no que concerne a curiosidades, a Itália é a única seleção que não convocou qualquer jogador já internacional pela seleção principal. Em oposição, a Suécia é, entre os finalistas, o país que mais internacionais pela seleção principal chamou, num total de 12 atletas.

Quanto à tarefa de Portugal para o jogo de hoje não se afigura fácil, uma vez que vai defrontar uma das melhores duplas de ataque da prova. A Saido Berahino (West Bromwich Albion), melhor marcador da qualificação, com 10 golos em 10 jogos, junta-se o temível Harry Kane (Tottenham), que marcou seis golos em oito jogos. Contudo, Portugal também tem os seus argumentos e a fase de qualificação provou que valor não lhe falta para fazer boa figura em território checo. Resta saber se lhe chega para garantir um título que lhe foge há muitos anos.
Clube português ganhou tantos títulos como o Barcelona
Se esta época o Barcelona voltou a dominar o futebol europeu com a conquista de mais um "triplete", o Neves Futebol Clube pode orgulhar-se de ter alcançado um feito semelhante, embora à escala distrital. De facto, o clube treinado por José Rego, antigo internacional sub-21, juntou o campeonato distrital à Taça e ainda à Supertaça organizadas pela Associação de Futebol de Viana do Castelo. A nível nacional, o Benfica sagrou-se campeão nacional e conquistou a Taça da Liga e ainda a Supertaça, mas esta referente à época 2013/2014.

O título distrital da 1ª Divisão da AF Viana do Castelo foi disputado "ao milímetro" e o vencedor encontrado de uma forma emocionante, dramática e polémica. É que só aos 93 minutos de uma, já de si, rara finalíssima é que o campeão foi encontrado, pois Neves FC e Atlético dos Arcos terminaram a prova com os mesmos 71 pontos e nos dois confrontos entre si empataram a uma bola. Até nos golos sofridos conseguiram empatar, encaixando ambos 25 tentos. Só nos golos marcados é que o Neves FC marcou mais três que o clube de Arcos de Valdevez. Contudo, os regulamentos da AF Viana do Castelo estabelecem que os golos não contam como fator de desempate e, deste modo, houve a necessidade de se recorrer à finalíssima. Mais uma vez o equilíbrio imperou e as duas equipas chegaram aos 90 minutos empatadas a uma bola. Até que, já em período de compensação, o árbitro apontou para a marca de grande penalidade por alegada mão na bola de um defensor do Atlético dos Arcos. E foi da marca dos 11 metros que o brasileiro Dhida apontou o golo que garantiu a conquista do campeonato e despoletou muitos protestos entre os derrotados.

Assegurada a presença no Campeonato Nacional de Seniores, o clube do lugar com o mesmo nome "partilhado" pelas freguesias de Vila de Punhe, Mujães e Barroselas, pertencente ao concelho de Viana do Castelo, ainda tinha mais três finais para disputar. A "dobradinha" foi conquistada frente ao Vitorino de Piães graças a um golo solitário apontado pelo brasileiro Yan Suhet. Já o "triplete" foi alcançado perante o mesmo adversário, que terminou o campeonato na sétima posição, na final da Supertaça "Ramiro Marques", onde o Neves FC, apesar de ter estado a perder, goleou por 4-1, com dois golos de Queija, mais um de Yan Suhet e outro de Dhida. A época só não foi ainda mais perfeita porque o clube perdeu a final da Taça do Minho, competição disputada entre os campeões distritais de Braga e de Viana do Castelo. Na final, o Torcatense levou a melhor sobre o Neves FC pela margem mínima.

Acabou, assim, da melhor forma um "jejum" de uma década do Neves FC. Um dos grandes obreiros desta época histórica foi o jovem técnico José Rego. Aos 36 anos, e após ter sido campeão distrital de juniores na última época, o antigo médio do Vitória de Guimarães e internacional sub-21 por Portugal guindou o Neves FC a uma temporada inesquecível.
Fábio Paim deixa Lituânia para assinar por clube do Luxemburgo
Apesar de até estar a jogar com regularidade nos lituanos do FK Neveziz, Fábio Paim vai mais uma vez mudar de ares e ingressar em mais um clube de um campeonato secundário de um país sem grande tradição futebolística. O talentoso atleta formado no Sporting assinou um contrato de três anos com o Union 05 Kal Téiteng, equipa que terminou a última edição da Liga de Honra do Luxemburgo na oitava posição e que pretende lutar pela subida ao escalão principal.

Aos 27 anos, o extremo, a quem lhe reconheciam capacidades para ser um dos melhores do mundo à semelhança de Cristiano Ronaldo ou Diego Maradona, diz querer dar prioridade à família, tendo optado por um contrato duradouro capaz de lhe conferir alguma estabilidade. Por isso, garante ter rejeitado convites que lhe chegaram de outros países para representar clubes da primeira divisão. A nível desportivo, a "aventura" na Lituânia estava a correr bem, com o jogador a jogar com regularidade e a marcar vários golos. Todavia, mais uma polémica, relacionada com o caso de uma alegada violação de que veio a ser ilibado, acabou por prejudicar a sua imagem no país. A incursão no Luxemburgo é a "enésima" tentativa do jogador tentar relançar uma carreira que tinha muitas condições para ser brilhante.

Após se desvincular definitivamente do Sporting, Fábio Paim está cada vez mais transformado num autêntico "globetrotter" do futebol mundial. Já tentou, sem sucesso, experiências em Malta, China, Grécia, Angola, Inglaterra (Chelsea) e até nas divisões secundárias portuguesas. No Luxemburgo vai encontrar um clube presidido por um português, José Gonçalves, treinado por outro português, Manuel Correia, e ter vários lusos como companheiros de equipa. De acordo com o site da Federação Portuguesa de Futebol, Fábio Miguel Malheiro Paim representou Portugal por 42 vezes, duas nos sub-16, 16 nos sub-17, três nos sub-18, oito nos sub-19, 12 nos sub-20 e uma nos sub-21.

No Luxemburgo, Fábio Paim poderá encontrar outro jogador que em tempos foi apontado como grande promessa do futebol nacional: Stélvio Cruz. Um trinco possante e alto, formado no Sporting de Braga, que um dia terá motivado o interesse do AC Milan. Tem 26 anos e está no F91 Dudelange, que terminou a última época da principal divisão na terceira posição, há duas épocas.
Sporting quer juntar Milagres a Jesus e Deus
Após ter garantido a contratação de Jorge Jesus para treinador da equipa principal e a continuidade de João de Deus à frente da equipa B, Bruno de Carvalho poderá ter agora um jogador com um nome bastante religioso debaixo de mira. Trata-se de Milagres Gonsalves, avançado indiano de 28 anos, que neste momento se encontra sem clube. O ponta-de-lança foi vice-campeão da primeira edição da Indian Super League disputada no final do ano passado ao serviço do Kerala Blasters e, após essa competição ter terminado em dezembro, assinou pelo Mumbai FC, que terminou a última edição do campeonato indiano na sétima posição. O pecúlio de Milagres nestes dois clubes não foi muito profícuo, pois não conseguiu mais do que um golo em cada um deles, mas este facto não retira confiança ao líder leonino.

O jogador passou grande parte da carreira no Salgaocar de Goa, região de onde é natural, e está entusiasmado com a possibilidade de rumar a Alvalade, onde o seu ídolo Cristiano Ronaldo foi formado, e até já conversou com o seu compatriota Sunil Chhetri que lhe deu as melhores das referências sobre o tempo que passou no Sporting.
Maradona quer mandar no futebol mundial
Diego Armando Maradona vai ser candidato à presidência da FIFA. O anúncio foi feito pelo jornalista uruguaio Víctor Hugo Morales, a quem a antiga estrela do futebol mundial terá confessado que tem condições para disputar o lugar ocupado por Joseph Blatter desde 1998. Amigo do sempre controverso Maradona, Víctor Hugo Morales recorreu à sua conta do Twitter na passada segunda-feira para revelar que o argentino lhe contou que será candidato a presidente da FIFA e que o terá autorizado a fazer essa revelação. O mesmo jornalista adiantou ainda que algumas federações árabes já teriam manifestado o apoio à eventual candidatura de Maradona.

O anúncio foi feito num dia histórico, pois foi a 22 de junho de 1986 que teve lugar a famosa "mão de Deus", quando Maradona marcou com a mão no Mundial do México, antecipando-se ao inglês Peter Shilton. Há muito tempo que aquele que é considerado como um dos melhores futebolistas de todos os tempos é um crítico acérrimo do sistema vigente na FIFA, nomeadamente desde que a entidade que rege o futebol mundial era liderada pelo brasileiro João Havelange. Eleito pela primeira vez em 1998, Joseph Blatter renunciou ao cargo recentemente, apenas quatro dias após ter sido reeleito, não resistindo aos efeitos provocados por um mega escândalo de corrupção que levou sete dirigentes da entidade para a prisão. De resto, também o próprio dirigente suíço e o secretário-geral Jeróme Valcke estão a ser investigados pela justiça suíça e também pelo FBI, sob suspeita de corrupção. Após as detenções, Maradona, atualmente com 54 anos, mostrou-se agradado e considerou que bastava de "mentiras" e do espetáculo "preparado" para reeleger Blatter.

Vários têm sido os nomes apontados como putativos candidatos à presidência da FIFA. Desde o também antigo futebolista Zico ao jordano Ali bin Al Hussein, adversário de Blatter no último escrutínio, passando ainda por Musa Bility, presidente da Associação de Futebol da Libéria. Platini e Luís Figo são outros nomes ventilados. Ainda não há data oficial para a realização das novas eleições, mas o ato eleitoral deverá realizar-se entre dezembro deste ano e março de 2016.
Comunicado Sporting SAD
A Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD relembra os seguintes factos:
1 – O Presidente Bruno de Carvalho foi castigado no dia 24 de Junho de 2014, com suspensão de 45 dias (que teve início dia 1 de Julho de 2014) e multa acessória de 1148 euros por alegada lesão da honra e reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros. Posteriormente o Presidente do Sporting foi absolvido, no dia 29 de Julho de 2014, tendo cumprido 29 dias de suspensão.
2 – No dia 22 de Fevereiro de 2015 realizou-se o jogo entre o Sporting e o Gil Vicente, do qual resultou um castigo para o Presidente Bruno de Carvalho, de suspensão de um mês e uma multa no valor de 765 euros. Em causa estava uma suposta ofensa a um elemento da equipa técnica do Gil Vicente, no decorrer do intervalo do referido jogo, sendo que a realidade dos factos é que o referido funcionário do Gil Vicente havia-se dirigido de forma ofensiva para o Presidente do Sporting e este nunca se dirigiu verbalmente de forma directa e isolada para quem o havia ofendido. Apesar disto, e apesar de as imagens o comprovarem, ainda o elemento do Gil Vicente, José Augusto Ferreira afirmou “que não trocou palavras nenhumas com o Recorrente, que não se apercebeu de nada e nem se lembra de nada”. Apesar de todas estas evidências, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu apenas dar valor à palavra do Delegado da Liga naquele jogo, Tiago Belchior, com o argumento de que a palavra do Delegado é mais credível e relevante.
3 – No dia 26 de Setembro de 2015 realizou-se o jogo Boavista vs Sporting, no qual o Presidente do Sporting foi expulso por supostamente ter ofendido o árbitro Artur Soares Dias. Na sequência da receção do mapa de castigos foi notificada a instauração de um processo disciplinar que irá seguir os seus trâmites legais. Muito embora o Conselho de Disciplina tenha deliberado instaurar o processo disciplinar, foi o Presidente notificado que para além disso se encontra suspenso de forma preventiva provisória pelo período de 20 dias. Isto significa que muito provavelmente haverá um novo período de castigo associado ao actual.
Perante o sucedido, os reiterados enganos e decisões absurdas e perante os factos descritos no relatório do árbitro que ou não são verdadeiros ou estão totalmente descontextualizados dos acontecimentos, vem a Sporting SAD comunicar que o seu Presidente, na qualidade de Presidente do Sporting Clube de Portugal, tomou a decisão de enquanto decorrer esta suspensão e processo, não voltar a nenhum estádio de futebol seja na bancada, tribuna ou em qualquer outra área.
Esta decisão visa a demonstração clara da forte necessidade de alteração imediata de mentalidades e procedimentos do futebol português, obtendo com isso a necessária credibilização, transparência e modernização do mesmo, mais se informando que o Presidente Bruno de Carvalho não se inibirá de dar o seu acompanhamento próximo às equipas de futebol do Sporting Clube de Portugal, bem como, não se coibirá de realizar qualquer acto, seja escrito, seja falado, que deriva do facto de ter sido livremente eleito pelos Associados para Presidente do Sporting Clube de Portugal.
Neste seguimento, o Presidente Bruno de Carvalho nunca se negará à defesa intransigente do Sporting Clube de Portugal, nem de dar as devidas opiniões e explicações sobre todas as temáticas que abranjam o âmbito das suas funções que por direito democrático e legal desempenha no Sporting Clube de Portugal.

Clube do CNS tem sete atletas que já jogaram na Primeira Liga
Diz-se que a experiência é um posto e, a avaliar pelo seu plantel, o Vilaverdense acredita que a aposta em atletas veteranos o poderá guindar a bons resultados em mais uma época no Campeonato Nacional de Seniores, o terceiro escalão do futebol português. O clube do concelho de Vila Verde, no distrito de Braga, tem no seu plantel sete jogadores que já atuaram no principal escalão do futebol nacional, sendo que a grande maioria já passou a “barreira dos 30”.

Para a baliza chegou Rui Rego que, com 35 anos, regressa ao Minho, de onde é oriundo, depois de cinco épocas como indiscutível guardião das redes do histórico Beira-Mar. A defesa é o único sector onde não há nenhum atleta que tenha jogado no principal escalão, apesar de haver alguns elementos já veteranos como são os casos do capitão Sérgio Pereira ou de Faneca. Reforço é também Paulo Ricardo, campeão europeu de sub-17 em 2003, que já festejou 29 anos.

No meio-campo, há um trio que se jogar junto somará 101 anos e muitos jogos no escalão principal. O mais velho é Nené, de 35 anos, que, no escalão maior, representou Sporting de Braga, União de Leiria e Desportivo das Aves. Vai cumprir a segunda época em Vila Verde. Mais novo um ano, Luís Manuel estreia-se em Vila Verde, vindo do Desportivo das Aves. Jogou na Primeira Liga ao serviço de Nacional da Madeira e Gil Vicente. Curiosamente foi no clube de Barcelos que Rui Figueiredo foi formado e se estreou na Primeira Divisão. Hoje com 32 anos, o criativo chega ao Vilaverdense após uma época no Limianos. Também representou o Aves no escalão principal.

No ataque, há mais três nomes que têm passagens pela Primeira Liga no Currículo. Aos 35 anos, o bracarense Henrique chega a Vila Verde após seis temporadas no Chipre. No escalão principal representou o Sporting de Braga. Também da capital do Minho, Tiago Carneiro, de 31 anos, teve no início da carreira uma passagem pelo Rio Ave, onde somou os seus únicos minutos no escalão primodivisionário. Vai cumprir a sua segunda época em Vila Verde. Aos 29 anos, Bruno Filipe é o mais novo de todo este rol que já jogou na Primeira Liga e o que mais anos de Vilaverdense tem. Jogou na divisão maior pelo Gil Vicente.
Marcou 18 golos na estreia na Premier League e foi parar ao Championship
Charlie Austin marcou 18 golos na época transacta na Premier League e foi o quarto melhor marcador da competição naquela que foi a sua temporada de estreia na fortíssima liga inglesa, sendo apenas superado por “matadores” consagrados como Kun Aguero, Harry Kane e Diego Costa. Apesar deste excelente “cartão de visita”, que lhe valeu a chamada à seleção nacional de Inglaterra embora tenha acabado por não se estrear, o possante ponta-de-lança teve o azar de brilhar ao serviço do Queens Park Rangers, “lanterna vermelha” do campeonato que não evitou a queda no Championship apenas um ano após ter regressado ao “convívio dos grandes”.

Chegou a falar-se no interesse do Chelsea de José Mourinho no avançado que chegou a conciliar a profissão de pedreiro com a de futebolista no início da carreira e a verdade é que na segunda divisão inglesa já está a mostrar aquilo que parece saber fazer como poucos: quatro jogos, quatro golos. Aos 26 anos, Austin parece ter valor para mais. Será que ainda vai mudar de ares antes do fecho do mercado? Parece que os 15 milhões de libras que QPR estarão a pedir por ele também têm “assustado” alguns potenciais interessados.   
Será mesmo Martial o “novo Henry”?
Já é oficial. Anthony Martial é mesmo reforço do Manchester United que resgatou o jovem avançado francês ao Mónaco por uma verba “astronómica”. Os dois clubes não confirmam os valores envolvidos mas a generalidade da imprensa britânica relata que a transferência, cujo intermediário foi Jorge Mendes, poderá ascender aos 80 milhões de euros.

A confirmarem-se estes números verdadeiramente loucos por um ainda desconhecido da “alta roda” do mundo do futebol a duração do contrato até é reduzida, tendo em vista a rentabilização do investimento: quatro épocas com mais uma de opção. Afinal de contas, quem é este Anthony Martial, a quem apelidam de novo Thierry Henry? São vários os factores em comum com a antiga estrela que brilhou pelo Arsenal e seleção francesa. Ambos iniciaram a sua formação futebolística no modesto CO Ulis e os dois têm ascendentes em Guadalupe representaram o Mónaco antes de se transferirem para outros campeonatos. Em duas épocas no clube treinado por Leonardo Jardim, o avançado de 19 anos, que passou grande parte da formação no Lyon, disputou 70 jogos, marcou 15 golos e fez sete assistências. Recorde-se é que quando Henry saiu do Mónaco foi contratado pela Juventus e não se conseguiu impor no duro futebol italiano.

Este foi mais um excelente negócio para o Mónaco que em 2013 pagou “apenas” cinco milhões de euros ao Lyon para comprar o passe do avançado, na altura com 17 anos. A pressão vai ser enorme em Manchester e resta saber se o jovem terá “estofo mental” para saber lidar com todos os holofotes, como sucedeu, por exemplo, com Cristiano Ronaldo, embora na altura o craque português “só” tenha custado 15 milhões de euros.
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Avaliação do FIFA 2016. Os 20 melhores jogadores.
De acordo com uma cuidada pesquisa foi elaborada a classificação dos 20 melhores jogadores da mais popular competição no futebol, o FIFA 2016. Como sabemos que o mundo dos desportos proporciona ao adepto a possibilidade de realizar apostas, com essas preciosas informações – como, por exemplo, a ordem dos melhores jogadores FIFA -, pode conseguir-se um resultado muito positivo. Neste site, por exemplo, pode encontrar sites de apostas de alta qualidade. Assim, prepare um papel e uma caneta e vamos conhecer os jogadores mais cotados através da Avaliação da FIFA do ano de 2016. Está pronto? Vamos lá!

Dois jogadores da Premier League estão entre os 10 melhores. Uma das estrelas do Chelsea e jogador do ano é Eden Hazard, um nome inesperado que surge em sexto lugar, além de outras surpresas que poderão ver mais à frente. As equipas do Arsenal e do Manchester United não tiveram nenhum jogador entre os 10 melhores e a equipa treinada por Van Gaal não tem mesmo nenhum nomeado para entrar entre os 20 melhores. Já o Arsenal tem apenas um jogador que entra na elite com Mesut Ozil à frente de Alexis Sanchez. O Manchester City tem um jovem jogador chamado Kevin de Bruyne que é comparado ao capitão do United em 86, Wayne Rooney. Mas chega de suspense, vamos aos nomes, porém com “uma colher de chá” (colocamos alguns possíveis nomes a mais!):
Vamos começar com Diego Costa do Chelsea (com 86 golos), seguimos com Kevin De Bruyne do Manchester City (com 86 golos), David De Gea do Manchester United (também com 86), Alexis Sanches do Arsenal (com a mesma pontuação), Gareth Bale do Real Madrid já soma 87 pontos, Philipp Lahm do Bayern de Munique com 87 golos, seguido de Luka Modric do Real Madrid que também mantém o “rating” de 87 pontos. O já citado Mesut Ozil do Arsenal é outro possível candidato entre os melhores com 87 pontos. Nessa mesma faixa de pontuação teremos também Sergio Ramos, do Real Madrid. O Chelsea é novamente representado por Cesc Fabregas (com 87 pontos). Outro possível nome do Bayern de Munique é Jerome Boateng (também com 87 pontos). Seguem-se Toni Kroos e James Rodriguez, ambos do Real Madrid, que partilham 87 pontos.

Sergio Aguero, do Manchester City, é outro atleta bem referenciado (87 pontos); Andres Iniesta, do Barcelona, já parte na frente com 88 pontos, os mesmos de David Silva, do Manchester City, Thiago Silva, do PSG, e Neymar, do Barcelona. Em sétimo surge Zlatan Ibrahimovic, do PSG, com 89 pontos, acompanhado do já citado Eden Hazard, do Chelsea, também com 89 pontos. Seguem-se Argen Robben e Manuel Neuer, duo do Bayern de Munique com 90 pontos cada, e Luiz Suarez, do Barcelona, também com 90 pontos. Outra estrela é Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, com 93 pontos e, em primeiro lugar, Lionel Messi, do Barcelona, com 94 pontos! Gostou? Quer saber mais? Entre no site oficial da FIFA ou da EASports.
COLUNA DA TERÇA
TOM MODERADO
A nova CBF, aquela que se comunica com a opinião pública por intermédio de notas oficias que “não confirmam e nem desmentem”, ou por colunas de jornais que desafiam as regras do idioma, deveria se preparar para um conflito de gente grande. Isto é, se as figuras que tomam decisões na ex-sede José Maria Marin forem prepotentes a ponto de procurar o caminho do desentendimento. Levando em consideração seus históricos, é bem provável que sejam. Se forem, se arrependerão.
Os clubes que fundaram a Liga Sul-Minas-Rio estão decididos a realizar o torneio no início do ano que vem, com ou sem o aval da confederação ou o olhar reprovador das federações estaduais. Como se não bastassem os argumentos relativos ao desejo de tais clubes, à estruturação de uma competição que gerará atenção e receitas, às conversas com emissoras de televisão dispostas a transmiti-la, convém lembrar que a legislação brasileira dá a clubes o direito de formar ligas. Os treze clubes que compõem a Sul-Minas-Rio têm todo o interesse de fazer seu torneio em acordo com os envolvidos, respeitando o calendário e os contratos em vigor, porém não precisam pedir autorização a ninguém.
Marco Polo Del Nero, o alter ego do navegador veneziano que sofre de fobia de voar, já tem problemas suficientes com o colapso da estrutura do futebol a partir de Zurique, mas se encontra, também, em situação delicada no organograma doméstico. O presidente da CBF precisa do apoio das federações para se sustentar em sua cadeira na Barra da Tijuca, o que sugere um posicionamento alinhado com os “donos” de cartórios esportivos assustados com a perda de espaço/influência/poder e outras coisas mais que a Sul-Minas-Rio representa. Mas o avanço inevitável vem na direção contrária, com o peso de clubes representativos e unidos, e começa a ganhar velocidade.
A escolha de Alexandre Kalil para a posição de CEO da nova liga é uma péssima notícia para todos que cogitarem enfrentá-la. O ex-presidente do Atlético Mineiro ainda não respondeu definitivamente àqueles que o elegeram, por unanimidade, na última sexta-feira, mas está propenso a aceitar a responsabilidade de defender os interesses da Sul-Minas-Rio, provisoriamente comandada pelo cruzeirense Gilvan Tavares. A diferença de estilo entre Tavares e Kalil é equivalente à distância entre uma bicicleta e um tanque. Kalil, por vezes, não pensa antes de falar. Por outras, diz o que não pensa. Mas não conhece esforço grande demais em nome do que considera correto e, desde que deixou o Atlético, está descansado.
A liga já procurou a CBF para agendar uma reunião de apresentação do torneio, na qual será discutida a melhor forma de inclui-lo na programação da próxima temporada. A conversa não deve ser um exercício de subserviência, especialmente se Kalil estiver em um dos lados da mesa. Do outro estará Del Nero, acompanhado por seus estrategistas, gente que “trabalha incansavelmente para que o futebol brasileiro volte a brilhar”. Digamos que não estejam em posição de falar muito alto.
ACABANDO
É simples detectar a origem da aversão das federações estaduais aos movimentos de emancipação dos clubes. Se os verdadeiros donos do produto forem capazes de se organizar e tratar dos próprios assuntos, todos os intermediários estarão à procura do que fazer. O estado atrasado do futebol no Brasil está intimamente ligado a esses cartórios que só existem por aqui. Manter o atraso é questão de sobrevivência, por isso não se deve esperar que as federações assistam quietas ao processo de extinção ao qual estão condenadas.
COMEÇANDO
Uma das chaves para o avanço está nas mãos dos patrocinadores, que parecem convencidos da necessidade de um novo ambiente, com novas práticas. Se aqueles que assinam os cheques compartilharem uma nova maneira de fazer as coisas, nem que seja inicialmente por vergonha, a reciclagem se encarregará do resto.

CAMISA 12

    

VOZ DE COMANDO
Você conversa com Tite sobre o time dele e, acredite, ouve pouco a respeito do jogo em si. É óbvio que o técnico do Corinthians tem muito a dizer sobre o que tem funcionado bem e o que ainda pode funcionar melhor. Mas essa não é a questão. A questão é o que você ouve quando Tite escolhe o assunto e fala livremente. E você ouve um técnico falar sobre jogadores que… ouvem.
“Este é um grupo que sabe ouvir, o que é muito difícil”, pondera Tite. “Tem alto nível de concentração, é consciente da importância da sua preparação”. Dirigir um time que joga como treina é, ao mesmo tempo, um orgulho e um desafio para um treinador. Cabe a ele a tarefa de seduzir os jogadores a ponto de convencê-los do valor do ensaio, sob o ponto de vista da prática, da mentalização e até do descanso. O amadurecimento chega quando todos estão na mesma página, convictos do processo, de seu custo e seu prêmio. O que se vê em campo é o produto desse ambiente.
A dez rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, o Corinthians gera em seu técnico o prazer de comandar um time maduro, o que talvez seja mais significativo do que a vantagem em pontos sobre seus perseguidores na classificação. A diferença só será protegida se o desempenho se mantiver alto, algo que está tão ligado à bola rolando quanto à maneira de encarar dificuldades, pressões e oportunidades.
O Corinthians se distancia dos concorrentes no aspecto técnico, porque é o único time que tem três jogadores dotados da capacidade de controlar jogos. Jadson, Elias e Renato Augusto, juntos, abrem portas, decidem rotas, dão vida a encontros e os colocam para dormir. Manter esse trio de meio-campistas a salvo das ameaças inerentes a cada jogo é uma proposta ousada, porém vital.
No fim de semana, o Campeonato Brasileiro de 2015 entra no território em que títulos são vencidos e perdidos. Tite não tenta ampliar o curto calendário dos técnicos. “Passo a passo, jogo a jogo”, ele diz, certo de que seus jogadores ouvem.
HÁ VAGAS
Cristiane Paquelet, a diretora do COB que criou uma farsa para se incluir no livro que conta a história dos atletas olímpicos brasileiros, não terá problemas para se reposicionar no mercado. Há clubes de futebol que valorizam muito a capacidade de manipular fatos, como se a opinião pública fosse composta por tolos. Não será preciso enviar currículo.
E O JOGO?
Enquanto valorizarmos técnicos que vociferam na linha lateral, que acham que a bola é um mal necessário e que a vitória ocasional é sinal de inteligência, teremos times que “trabalham”, jogadores que “lutam”, torcedores que aplaudem o “esforço”. O futebol bélico e bruto é outro esporte, disputado com outra bola. O que conhecemos precisa ser jogado.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Fernando Santos divulga lista para os próximos jogos Mário Aleixo - RTP 02 Out, 2015, 07:26 | Futebol Internacional Fernando Santos vai revelar as suas escolhas para a jornada decisiva da fase de apuramento do Euro'2016 | Lusa Fernando Santos, divulga os convocados para os jogos com Dinamarca e Sérvia. O selecionador português divulga ao início da tarde os convocados para o duplo confronto com Dinamarca e Sérvia, jogos de qualificação para o Euro2016 de futebol, numa lista em que são esperados vários regressos. Tiago, devido a castigo, e João Moutinho, por lesão, falharam os últimos dois jogos de Portugal e deverão regressar às opções de Fernando Santos, assim como Fábio Coentrão. William Carvalho, que voltou recentemente aos relvados depois de três meses sem competir, também poderá aparecer na lista dos convocados, enquanto Vierinha, que tem sido titular no lado direito da defesa, está em dúvida, já que esteve três semanas parado. Também o guarda-redes Beto deverá ficar de fora por lesão. Portugal defronta a Dinamarca a 8 de outubro, em Braga, num jogo em que pode garantir no grupo I o apuramento direto para o Europeu do próximo ano. Três dias depois, joga em Belgrado frente à Sérvia. A conferência de imprensa, que vai decorrer na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em Lisboa, está agendada para as 12h00. - See more at: http://www.rtp.pt/noticias/futebol-internacional/fernando-santos-divulga-lista-para-os-proximos-jogos_d862851#sthash.PRoEEIHo.dpuf

Futebol vai às urnas. À espera das apostas online

por Manuel QueirozOntemComentar
Jorge Sampaio, então Presidente da República, e Durão Barroso, primeiro-ministro da altura e a quem Manuel Vilarinho apoiou nas legislativas de 2002, na inauguração do novo estádio do Benfica, em 2003
Jorge Sampaio, então Presidente da República, e Durão Barroso, primeiro-ministro da altura e a quem Manuel Vilarinho apoiou nas legislativas de 2002, na inauguração do novo estádio do Benfica, em 2003 Fotografia © Jorge Amaral/Global Imagens
António Costa aproveitou ontem a entrevista ao Porto Canal para assegurar que também é a favor de haver várias licenças mas não quer dar verbas para o futebol.
Hoje, o futebol e a política encontram-se menos do que acontecia noutros tempos. Resolvidos os grandes problemas fiscais dos anos 80 e 90 e com a Federação como entidade rica e que recebe do Estado apenas cerca de 2% das suas receitas, estamos longe dos tempos em que a direção do Benfica se via na necessidade de apoiar um partido (PSD de Durão Barroso) nas eleições de 2002.
Hoje, a contenda pode ser a das apostas desportivas online, que o governo PSD-CDS finalmente verteu em lei que deve ser ainda regulamentada pelo próximo governo, seja ele qual for. De resto, os programas dos partidos não entusiasmam muita gente. Henrique Calisto, treinador, ex-militante do PS expulso por apoiar Guilherme Pinto nas últimas eleições autárquicas em Matosinhos, à espera de poder reentrar no partido em que militou desde 1980, diz que o desporto "é subvalorizado por todos os partidos e nos programas é só vulgaridades". Diz que "o desporto é visto como um luxo, mas é um direito" e sublinha o valor económico do setor. E avança que o Instituto Nacional de Estatística está a fazer um estudo. Apesar das sondagens, acha que o PS "vai ganhar" porque a coligação já não tem margem de crescimento "porque há muito descontentamento" e o PS ainda tem.
António Regala, que foi presidente do Beira-Mar em 2009 e é militante do PCP, ele que esteve ligado ao Congresso Democrático em Aveiro em 1973, não encontra nada de bom no governo ainda em funções. Foi para a frente do Beira-Mar com mais quatro elementos numa comissão administrativa, quando havia quatro meses de salários em atraso e ninguém aceitava o lugar. "Tivemos um azar: subimos à I Liga! E a partir daí os credores, que eram os antigos dirigentes, começaram a exigir tudo, quando tinham dito que nunca poriam em causa o clube. E, analisando friamente, o facto de ser do PC ajudou a que fosse mais atacado e que o clube não fosse preservado. Hoje, o Beira-Mar está a acabar", diz Regala. Não deixa de dizer que o futebol se insere num sistema capitalista "e tem de ser assim, tem de haver empresas e têm de lucrar, embora muitas vezes não seja assim, porque há outro tipo de negócios em que as empresas ficam com pouco desse valor".
É sempre o mesmo problema - conseguir dinheiro para os clubes. "O futebol e o desporto em geral precisam de novas receitas como de pão para a boca e as apostas desportivas online podem trazer essas verbas." A frase é de Hermínio Loureiro, antigo secretário de Estado do Desporto, presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis e ainda vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Neste momento em Portugal as grandes casas internacionais não aceitam apostas online, porque a lei que saiu em abril ainda não está regulamentada, embora algumas casas mais pequenas entendam que só quando for entregue a primeira licença é que haverá mesmo proibição das que não a tiverem e continuem a permitir o jogo. Uma delas, portuguesa inicialmente, dizia-se até ser propriedade de um dirigente de um clube médio português.

Sérgio Rodrigues. “No Brasil, o futebol é o primeiro cimento entre pais e filhos”


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Tiago Pereira 02/10/2015 12:30:00


É o autor de “O Drible”, o livro que no ano passado lhe valeu o Grande Prémio Portugal Telecom e agora está publicado em Portugal. Um livro sobre bola e sobre família, até porque as duas coisas são inseparáveis.
O que mais surpreende em “O Drible” é como Sérgio Rodrigues – jornalista, crítico e escritor – faz de um livro um gramado. A história cresce na relva, com todo o sotaque brasileiro que o futebol bem jogado pode ter, daí o português transatlântico. E é o que une um pai (antigo jornalista desportivo no fim da vida) e um filho. Um ao ataque, outro à defesa, e uma série de jogadas que se sucedem, na memória e na televisão.
O Mundial de 70 e a melhor equipa do mundo, Tostão e Pelé, os Kopos e o rock carioca, Maracanã e Peralvo, o melhor jogador que nunca vimos jogar. Um drible que é um dérbi de uma equipa só. Sérgio Rodrigues é o treinador e responde às perguntas.
O futebol é bom ou mau para as relações familiares?
Acredito que em geral seja bom, por ser uma linguagem que atravessa gerações com menos ruído que tantas outras. Pais e filhos, avós e netos dificilmente têm opiniões e gostos parecidos em música, política, moda, costumes. Mas podem, duas vezes por semana, se irmanar apaixonadamente em torno de um clube. Não sei como isso se passa em Portugal mas, no Brasil, o futebol é o cimento principal das primeiras alianças entre pais e filhos pequenos. Esse pacto cada vez mais inclui mães e filhas, mas ainda é um fenómeno marcadamente masculino.
No seu caso, na sua família, o futebol é um bom tema de conversa ou gera discussões?
Meu pai era um torcedor meio distante e fleumático do América do Rio, um clube que praticamente desapareceu desde a sua juventude, e nunca foi um apaixonado. Não tentou transformar os filhos em americanos e, se tentasse, não era garantido que conseguisse. Quanto ao meu filho, que tem hoje 18 anos, para mim como para a maioria dos pais brasileiros, era um ponto de honra que torcesse para o mesmo time que eu. Deu certo.
Qual é o seu clube? É um adepto fanático ou moderado?
Sou torcedor do Flamengo, acompanho a maioria dos jogos, mas sem fanatismo. O que tem a capacidade de me deixar fora de mim, desde a infância, é a selecção brasileira quando está bem montada, quando joga realmente bem. Não tem ocorrido com muita frequência.
O futebol e tudo o que lhe está associado é algo muito visceral, muito emocional. Como transformou isso numa história, em palavras, sem bola nem campo?
Não sei se existirá tal coisa, mas diria que de uma forma funcional. “O Drible” é um romance que, por assim dizer, estive escrevendo a vida inteira. Pelo menos, é a sensação que tenho. Desde antes de publicar meu primeiro livro de ficção, em 2000, já o escrevia. E isso não é licença poética, é facto. Tudo começou em meados da década de 1990, quando escrevi um conto sobre um craque dos anos 1960 que tinha poderes paranormais e desafiou a supremacia de Pelé. O conto se chamava “Peralvo” e decidi que precisava ser aperfeiçoado antes de merecer uma publicação. Bom, no fim das contas, transformá-lo em “O Drible” custou-me muitos descaminhos e muitas páginas jogadas fora. Foram 18 anos de trabalho. Trabalho descontínuo, claro, pois nesse intervalo publiquei outros seis livros. Então, creio que a resposta seja: pelo processo de tentativa e erro. Tacteando no escuro. Encontrar uma representação ficcional para a cultura futebolística brasileira que fosse abrangente sem traí-la, que não a falseasse para mais ou para menos, era desbravar terreno virgem.
Há quem diga que este é um livro sobre futebol, outros dizem que é um romance sobre um pai e um filho. Qual das duas categorias escolhe?
Acho compreensível que se diga que é um romance de futebol, é um reducionismo tentador porque há, de facto, uma percepção geral de que a riqueza da cultura futebolística ainda precisa estar mais presente na ficção. Mas é claro que romance nenhum, sendo um romance passável, pode ser “sobre” uma coisa só. O livro encontrou muitos leitores apaixonados entre pessoas que não têm o mínimo interesse por futebol – aliás, o que é gratificante. Sim, concordo que é sobretudo uma história de pai e filho. Um drama de família e um mistério no qual a proeminência do futebol acaba, de certa forma, sendo mais um despiste, mais um drible. É também um modo de contar em miniatura a história do Brasil nos últimos 50 anos.
Teve a ideia de fazer esta história ao rever o lance entre Pelé e Mazurkiewicz, no campeonato do mundo de 1970? 
Tudo começou com Peralvo, o mago literal do futebol. Recontar o lance do Pelé no jogo contra o Uruguai em 1970, um dos mais famosos da história, foi algo que me ocorreu bem mais tarde e que foi muito bem-vindo, porque organizou o caos que a escrita do romance tinha se tornado. O facto de ser a abertura e também o fecho da narrativa é eloquente nesse sentido.
O Tostão [jogador brasileiro que fez parte da selecção brasileira no mundial de 70] disse que gostava de ter escrito este livro. Já falou com ele depois disso?
Infelizmente, não. O Tostão é um recluso que raramente sai de sua toca lá em Belo Horizonte e que não gasta palavras à toa. Ter feito tal elogio, certamente o maior que um livro como esse poderia receber, basta. Na época, um de meus editores brasileiros disse que, no meu lugar, colaria na parede a crónica em que o Tostão afirmava aquilo e passaria o resto da vida a olhar para ela com um sorriso besta no rosto. Nunca mais trabalharia. Por algum tempo, pensei em fazer isso. Não deu certo porque tenho filhos para criar.
O que acha da escrita sobre futebol, da crónica desportiva? É leitor? Já foi jornalista desportivo, é um formato que limita, que pode cansar?
A crónica esportiva pode ser boa ou má, é um formato que limita como qualquer formato. No Brasil teve uma fase áurea que coincidiu mais ou menos com o auge do nosso futebol, quando escreviam regularmente na imprensa Nelson Rodrigues, Paulo Mendes Campos, João Saldanha. É a época, digamos, romântica, mais poética e mais retórica. Hoje, a crónica esportiva e o jornalismo em geral andam mais pragmáticos. O modo como se escreve sobre futebol na imprensa não tem nada a ver com o tratamento ficcional do tema, é óbvio. Por ser uma linguagem muito auto-suficiente, cheia de marcações e clichês inevitáveis, pode até atrapalhar. Mas eu sei que não teria conseguido escrever “O Drible” se não tivesse sido jornalista esportivo. Ter conhecido esse mundo, ter trabalhado com gente como Saldanha, ter participado da cobertura de Copas, tudo isso foi fundamental.
No livro fala de Mário Filho…
Mário Filho era um dos irmãos Rodrigues, dos quais o mais famoso é Nelson, o maior dramaturgo e o maior cronista esportivo brasileiro – que também é personagem do romance. Mário era um jornalista e um activista, um promotor entusiasmado da cultura esportiva como valor cívico. Fundou um jornal, o “Jornal dos Sports”, e liderou diversas campanhas públicas, entre elas a da construção do Maracanã para a Copa de 1950. Por isso, anos mais tarde, deram seu nome ao estádio. É também autor de um épico de não ficção chamado “O Negro no Futebol Brasileiro”, sobre os anos de formação de nosso futebol, que merecia ser muito mais lido do que é. É o mais importante livro de futebol do Brasil. E antes que pergunte: não sou parente daqueles Rodrigues. Pode haver, no máximo, um grau de parentesco espiritual.
Publicado no Brasil, Portugal, Espanha, América Latina, França, Dinamarca. É uma espécie de Liga dos Campeões?
É sempre bom quando um livro seu ganha atenção, quando ele cai nas graças de um número maior de leitores, mas ser escritor no Brasil é um exercício de humildade. Muito difícil que um ego consiga ficar obeso em nosso ambiente de pouca leitura e pouquíssima importância da literatura na cesta de consumo cultural do cidadão médio. O relativo desinteresse do público português pelos brasileiros contemporâneos também contribui para isso. Vivemos numa dieta rigorosa de emagrecimento do ego. O que apresenta alguns problemas, mas tem no mínimo a vantagem de fazer qualquer delírio de vaidade cair no ridículo.
E há uma coisa curiosa: este livro volta a dizer-nos que a relação entre os brasileiros e o futebol é especial, é diferente da de todos os outros. Isso não se pode perder nas traduções?
Não é um livro fácil de traduzir, com certeza. É profundamente brasileiro, mas acredito que os aspectos intransferíveis que possa ter são compensados pelo alcance internacional da mitologia do futebol brasileiro. Ou seja, a cor local acaba sendo um atractivo, em vez de afastar. De todo modo, a paixão despertada por esse esporte é hoje uma língua global, uma espécie de esperanto. Não acho que nós, brasileiros, sejamos tão diferentes assim dos outros países nesse aspecto.
Qual a sua opinião sobre a actual selecção brasileira? Qual o seu jogador favorito?
Neymar é nosso único craque acima de discussão neste momento. Há outros bons jogadores, mas a fase como um todo, dentro e fora de campo, é ruim. O 7 a 1 [jogo do último Mundial contra a Alemanha] não foi e não será assimilado tão cedo.  O Brasil precisa se livrar da administração velha e corrupta de seu futebol, modernizar seus clubes e seus campeonatos, trocar Dunga por um treinador de verdade, etc. A consciência de que tudo isso é grave e urgente, de que um esteio da identidade brasileira está sendo carcomido pelos cupins, não é ainda hegemónica, infelizmente. Enquanto não for, nosso futebol continuará em declínio.
Jogou futebol? Era bom jogador? Jogava a que posição?
Joguei muito futebol, mas nunca fui exactamente um talento. Meu irmão era muito melhor que eu. Mas me esforcei, me dediquei, cheguei a ser um centroavante razoável, embora desprovido de habilidade com a bola. Fiz minha cota de gols, mas para driblar sempre fui uma negação, o que pode ser, quem sabe, uma raiz profunda desse livro.
Gosta de algum clube português?
Tenho uma simpatia gratuita pelo Porto.
Crítico literário, jornalista e escritor – o que mais gosta de fazer?
O escritor está no princípio de tudo. Todo o resto está de alguma forma relacionado a isso.
E o que é mais difícil?
A literatura é mais difícil porque, ao contrário de toda a não ficção, não conta com o álibi da informação, do referente concreto. Ou vale por si ou não vale nada.

Angola cai nove lugares no ranking FIFA



Os 'Palancas Negras' mantém-se ainda assim no top-100 do futebol.
Palancas Negras
Foto: ROSARIO SANTOS Palancas Negras


Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt
A seleção angolana de futebol desceu nove lugares no ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA), atualizado hoje (quinta-feira) na cidade em Zurique (Suíça), passando a ocupar a 97ª posição, com 353 pontos, numa lista liderada pela Argentina com 1419 pontos.

A Argélia, no 19º lugar com 927 pontos, é o país africano melhor posicionado, superando a atual campeã continental, Costa do Marfim (21ª, 916 pontos), enquanto Cabo Verde lidera entre os africanos de expressão portuguesa, na 41ª posição, com 701 pontos.

Quanto a outros países de expressão portuguesa, destaque para Portugal (4º com 1.235) e Brasil (7º com 1.204), no quadro em que a Guiné Equatorial ocupa o 67º posto com 501 pontos.

A Alemanha, campeã do mundo, é a segunda classificada, com 1.401 pontos, e a Bélgica é terceira, com 1.387.
Futsal: Portugal joga fase final do Europeu com Sérvia e Eslovénia
por José Pestana c/Lusa, publicado a 02-10-2015 às 12:44
Futsal: Portugal joga fase final do Europeu com Sérvia e Eslovénia
Portugal vai disputar a fase final do campeonato da Europa de futsal integrada no grupo A juntamente com as suas congéneres da Sérvia, anfitriã da competição, e da Eslovénia, ditou o sorteio realizado hoje em Belgrado. A seleção portuguesa, que vai disputar o seu oitavo Europeu, depois de ter sido quarto classificado na edição anterior, vai estrear-se na competição, que decorre entre 02 e 13 de fevereiro na Sérvia, frente à Eslovénia, a 04 de fevereiro.
Dois dias depois, a 06, Portugal defronta a seleção da casa, que disputará o quinto Europeu do seu historial.
A Itália, campeã em título, ficou integrada no grupo D, juntamente com a República Checa e com o Azerbaijão.
A fase final do Europeu vai ser disputada por 12 equipas divididas em quatro grupos de três. Os dois primeiros de cada grupo garantem lugar nos quartos de final.

"Dragões" apelidam de "desculpa esfarrapada" justificação da FPF


Ainda a polémica sobre a presença de um representante da FPF na partida com o Chelsea.
André André disputa uma bola com Gary Cahill
Foto: Miguel Riopa "Dragões" não estão convencidos pela justificação da FPF

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt
O FC Porto, por intermédio da publicação "Dragões Diário" respondeu à Federação Portuguesa de Futebol, depois do organismo ter assegurado que se fez representar na partida do FC Porto frente ao Chelsea pelo vice-presidente Elísio Carneiro. Os "dragões" referem que o dirigente marcou presença no estádio a título pessoal e não institucional.

"Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo diz o ditado popular que se aplica na perfeição à desculpa esfarrapada da Federação Portuguesa de Futebol, que perante a vergonha de não estar representada no jogo com o Chelsea andou a passar aos media que se fez representar pelo vice-presidente Elísio Carneiro. Azar, Elísio Carneiro esclareceu que sim senhor, esteve no Dragão, num camarote de empresa, na condição de sócio do FC Porto. "Estive a título individual", pode ler-se no artigo da publicação "azul e branca".
Foto EPA
O cumprimento das regras impostas pela FIFA é essencial para que Singapura possa participar em competições internacionais
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01.10.2015  10:20
Federação de futebol de Singapura adequa estatutos
Decisão a pedido da FIFA.
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A Associação de Futebol de Singapura (FAS) garantiu na quarta-feira que vai alterar os seus estatutos em 2016, de forma a adequá-los às exigências da FIFA e pôr fim à intervenção estatal no organismo.

Em comunicado, a FAS explica que irá "trabalhar nas alterações em estreita colaboração com a FIFA" para garantir a implementação de um processo eleitoral independente.

O cumprimento das regras impostas pela FIFA é essencial para que Singapura possa participar em competições internacionais tuteladas pelo organismo que gere o futebol mundial.

O atual processo de eleição dos dirigentes da FAS é incompatível com as regras da FIFA, que não permite a interferência dos governos nas federações nacionais.

Os atuais estatutos da FAS preveem que todo o elenco diretivo seja escolhido pelo ministro do Desporto, e posteriormente ratificado em assembleia geral.

No comunicado, a FAS refere que as alterações deverão estar concluídas em março e que até essa data o atual executivo vai manter-se em funções.